Na preparação para concurso público é comum a discussão do concurso mais "difícil". Normalmente, o debate é recheado de opiniões pessoais e na melhor das hipóteses "bom senso", baseado na concorrência, tamanho do edital e remuneração do cargo.
 
Acontece que o "bom senso" nem sempre traduz a realidade. Já mostramos para concursos fiscais, por exemplo, que faz mais sentido (do pondo de vista econômico) prestar para Auditor que para Analista da Receita. A mesma análise, realizada nas carreiras da Polícia Federal, mostra que para algumas pessoas é mais fácil ser aprovado para Delegado que para Escrivão.
 
Por sugestão do ITnerante, investigamos QualConcurso de TI é o mais difícil de passar! O escopo incluiu os concursos da CEB, TCU, Senado, CGU (Infraestrutura e Desenvolvimento), Bacen (Infraestrutura e Desenvolvimento), Perito Federal (PCF) e MPOG.
 
 
Para determinar a dificuldade do concurso, utilizamos tanto informações do resultado (nota dos aprovados - DOU) quanto a dificuldade das questões, quantificadas pela Teoria de Resposta ao Item, utilizando estatísticas proprietárias de acerto de cada questão. 
 
A inferência estatística realizada é um processo muito cuidadoso, em que são considerados, entre outras informações, o número de candidatos, de convocados (não de vagas) e suas pontuações líquidas, de questões, de pontos por questão, de alternativas por questão, se errada anula certa, excluem-se as questões anuladas, etc.
 
Na média, um candidato entre os 2% melhores teria as seguintes chances de aprovação nos concursos analisados:
 
 
Então o concurso para Desenvolvimento de Sistemas do Bacen é o mais difícil de passar? Pelo menos o último foi!
 
Posso concluir que, se quero aumentar minhas chances de passar, devo prestar para o MPOG? Na média sim, mas cada caso é um caso.
 
Para ilustrar, mostraremos os resultados para dez concurseiros com o perfil considerado anteriormente (Top 2%), mas individualizando suas proficiências (obtidas por meio dos simulados adaptativos do QualConcurso), como se vê abaixo: 
 
 
Como cada candidato tem conhecimento heterogêneo nas disciplinas e estas são cobradas também de forma desigual nos certames, as sugestões de "melhor concurso" são diversas:
 
 
O MPOG é o concurso mais fácil apenas para Ana! Para Carla, Érica e Flávio melhor seria prestar para CEB. Para surpresa de muitos, o Senado é o concurso em que Gisele e Jaime teriam mais chances. CGU (Infra) é o melhor para Daniel e Bacen (Infra) para Bruno e Horácio. 

O ponto é: não existe concurso mais fácil ou difícil! O que interessa é se é mais fácil especificamente para você. E para descobrir suas chances atuais e futuras em todos eles, basta se avaliar no QualConcurso

Aí não importa em que estágio da preparação você está. O que interessa é gradativamente se aproximar do seu objetivo. São os pequenos avanços (que agora você tem como medir de forma concreta) que o manterão motivado a continuar estudando.